segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Maridos Solitários, Esposas Solitárias


O isolamento de outras pessoas nem sempre é ruim. O próprio Jesus tinha o hábito de isolar-se regularmente das multidões e ficar a sós com Deus, depois de um dia de trabalho em meio às multidões. Nessas ocasiões, ele orava e renovava suas forças. Mas, existe uma solidão maléfica, característica da sociedade em que vivemos. As pessoas podem viver numa mesma casa com muitas outras e ainda assim viver isoladas delas. Já que fomos criados como seres sociais, viver em isolamento geralmente provoca tristeza, depressão, angústia e, em casos extremos, o suicídio.

Isolamento acontece mesmo entre pessoas tão íntimas como marido e mulher. Diversas forças ativas na sociedade moderna estão separando marido e mulher cada vez mais para longe um do outro, em vez de produzir intimidade e mutualidade:
1) Numa sociedade tão complexa como a em que vivemos, experiências diferentes e sistemas de valores diferentes separam os casais. Antigamente, as pessoas nasciam e cresciam juntas num mesmo lugar. Hoje, elas vêm de passados completamente diferentes.
2) A sociedade moderna tem passado a idéia de que o casamento é um relacionamento na base de 50/50 (fifty-fifty). Isso é, cada um dá um pouco de si. Mas isso não funciona na verdade. O padrão cristão é 100/100. No casamento, temos de nos dar inteiramente.
3) O egoísmo é provavelmente a maior ameaça à unidade do casal. Ser egoísta é buscar realização pessoal deixando o cônjuge de fora. Uma ilusão bastante comum é que marido e mulher podem obter sucesso independentemente um do outro e ainda ter um casamento bom. Na prática, quase nunca isso dá certo.
4) Outro fator para isolamento são problemas não superados. Os pesquisadores mostram que cerca de 70% dos casais que passam por experiências traumáticas - como perder um filho num acidente, ou ter um filho gravemente deficiente - se separam ou se divorciam.
5) A mídia tem popularizado a idéia de que aventuras extramaritais é algo normal. O fato é que, não somente o adultério consumado, mas o adultério emocional - uma amizade muito íntima com alguém do sexo oposto - provoca a isolação dos cônjuges.
6) A pressão contínua do estilo de vida acelerado em que vivemos contribui para que cada vez mais vivamos estilos de vida separados uns dos outros.
7) Outro fator é nosso hábito de assistir TV. O problema é mais grave do que a violência mostrada na tela. Membros de uma família podem estar juntos na mesma sala assistindo TV, e estar perfeitamente isolados uns dos outros. À medida que nos enfiamos em nossos casulos, mais e mais nos desconectamos uns dos outros.
A grande maioria dos moradores das grandes cidades - mesmo cristãos - raramente conhece seus vizinhos! Todo o moderno sistema de comunicação produzido atualmente pela sociedade tende a eliminar cada vez mais o contato humano: Internet, email, chat, etc.
O isolamento é uma ameaça séria mesmo para casais cristãos. Estes cristãos precisam perceber que se não tomarem as providências necessárias e se não tratarem dessa ameaça juntos, acabarão por viver isolado uns dos outros, mesmo debaixo do mesmo teto. Muitos casais casados têm sexo, mas não amor. O erro típico que muitos casais cometem é não antecipar que problemas desse tipo podem ocorrer com eles. E quando os problemas surgem, são apanhados desprevenidos.
Vivemos num mundo cheio de problemas. A tentação de muitos, debaixo de pressão, é isolar-se, hibernar como um urso em sua caverna no inverno. Embora essa pareça uma alternativa atraente, é somente com o apoio de amigos que poderemos suportar as misérias desta vida. Fiquei impressionado com o que aconteceu recentemente no Japão, quando três empresários japoneses falidos enforcaram-se juntos no mesmo quarto de hotel. Numa sociedade individualista como a nossa, suicídios não acontecem assim! Mas se os japoneses conseguem ser solidários até na morte, será que não podemos aprender, na vida, a compartilhar nossa existência e experiências com outros?

O que podemos fazer, como cristãos, para vencer o isolamento?

Aqui vão algumas dicas:
1) Busque maior intimidade com Deus, pela leitura da Bíblia e pela oração diária. Quando nos aproximamos de Deus, podemos melhor nos aproximar dos outros.
2) Planeje gastar tempo com seu cônjuge fazendo coisas que ambos apreciam.
3) As vezes o isolamento foi causado por uma atitude errada sua, com a qual o seu cônjuge ofendeu-se ou magoou-se. É preciso pedir perdão e buscar a reconciliação.
4) Às vezes quando a situação já se tornou muito complicada e difícil, é preciso procurar ajuda espiritual e psicológica. Pastores e psicólogos cristãos são geralmente treinados para oferecer apoio e soluções para casos assim.
Não permita que o isolamento acabe a alegria do seu casamento. Casados também podem ser felizes juntos!

Lembre-se:

"Você e a sua família são projetos de Deus"
"Você nasceu para vencer"

Deus abençoe você, e a toda a sua família.

  1. FONTE: www.vivos.com.br


domingo, 3 de outubro de 2010

ATÉ QUE O COMPUTADOR NOS SEPARE



Por: Nelson Domingues           

Quem poderia imaginar que um dia  estaríamos pensando sobre o computador como  fonte de crise  e discórdia dentro do casamento? Parece estranho, mas é verdade! Você sabia que no ano de 2009 nós,   internautas brasileiros,  passamos cerca de 23 horas e 47 minutos por mês, utilizando a internet? Para entendermos este fenômeno que tem afetado nossas relações familiares,  precisamos considerar  contextos históricos importantes.
Observando a cultura judaico-cristã, detectamos que o  o núcleofamiliar foi preservado ao longo do tempo como fonte de entretenimento, e  algumas questões implícitas neste modelo são pertinentes.  Reunir a família como forma de perpetuação da tradição oral,   ou contar as histórias do povo hebreu, por exemplo, permitiu um comprometimento relevante com o núcleo familiar, percebido até os dias de hoje   . É difícil  conceber em nosso pós-moderno modo de enxergar a vida que, não existia televisão, rádio, internet e muito menos enegia elétrica,  ao contrário disso,  eram utilizadas  candeias, e ao redor desta “precária” iluminação é que tudo acontecia, impossibilitando que os membros da família ficassem longe uns dos outros.
Entretando, mesmo muito bem servidos  de todo aporte tecnológico, e até mesmo autores de grande parte de modernas tecnologias digitais. Israel hoje é um dos maiores exportadores de tecnologia em jogos de raciocínio, por ter preservado ao longo da história jogos em família.

Hoje Israel exporta, inclusive para  o cenário educacional brasileiro,  este tipo de tecnologia,  metodologias que utilizam-se de jogos de tabuleiro e desafios,  entre outros, que estimulam e  estruturam  o pensamento lógico de seus alunos.
Feuerstein, teórico judeu que ampara estas metodologias como fonte estruturadora do raciocínio e Vygostsky, filósofo de relevância na área educacional,   concordam que o ato de brincar  é fundamental para a formação do indivíduo. Estes eventos, quando vistos sob uma perspectiva Cristã, ganham intensidade por terem sido grande fonte agregadora do núcleo familiar.
Mas as relações mudam, e com a Revolução Industrial  no século XXIII, o surgimento da energia elétrica e a sua utilização para a  economia, contribuiu para mudanças significativas nos relacionamentos, pois a partir de então há o  aumento da jornada de trabalho,   surgindo também novas perspectivas de consumo,  e tempo.
Podemos então entender que depois do advento da energia elétrica,  as relações humanas, e e principalmente as familiares  mudam muito; o tempo e as oportunidades regem as relações familiares. Estavamos prestes a uma grande mudança; surge na década de 30 o aparelho televisor, a TV nossa de cada dia, consolidando-se massivamente  por volta dos anos 50.
Quanto a TV ganha massificação, as relações familiares novamente passam por uma transformação. É ao redor da TV, e não mais da candeia,  que as pessoas diariamente se sentam,  e juntas passam a assistir programas;  estão próximos,  mas  a interação começa a desaparecer.
As próprias crianças com o tempo passam a mudar sua maneira de agir, já que começam a assistir programas infantis, e passam a deixar de brincar,  sozinhas ou  coletivamente, para assistir TV. A televisão passa a ser  a maior fonte de entretenimento das pessoas. Historicamente,  passamos de 7 ou 8 canais de TV para ter acesso a, no mínimo, mais  de 50 canais através de planos básicos de TV a cabo.
Porém o mundo continua mudando e sua relações também. Marshall  McLuhan  filósofo dos anos 60,  dizia  que o mundo seria reduzido a uma aldeia global,  e que as pessoas passariam a relacionar-se de maneira diferente. Em uma de suas publicações 
“Os meios de comunicação de massa como extensões do homem” (1964),  Lunhan enfatiza que o meio é a mensagem, ou seja,  o papel do canal e do código em termos do impacto da comunicação no mundo, consolidando assim o conceito da  aldeia global como novo ambiente de uma nova esfera de relações.

Os cidadãos desta aldeia global seriam dotados de um aporte tecnológico significativo, bem como  uma visão pluriculturalista; deveriam ser estes indivíduos versáteis linguisticamente,  entre outras características - este foi o prenúncio da globalização.

Hoje, desfrutando de uma sociedade globalizada imersos na aldeia global de McLuhan,  discernimos dois perfis de indivíduos quanto a  capacidade de interação tecnológica; são eles, os nativos digitais, ou seja, indivíduo com menos de 20 anos que cresceram imersos em meio a uma cultura tecnológica enfevescente, e nós outros,   cidadãos que estão no estágio imigratório à todo este universo digital.
Os benefícios da rede são notórios - Richard E. Mayer, ícone dos estudos  de aprendizado multimídia, descreve em  seus trabalhos a relevante economia constatada pelas empresas com o adventos das salas virtuais e o ganho instrucional causado pelo meio digital. Com isto, o ambiente corporativo não mais necessariamente é o local para instruções profissionais, e sim é   sutilmente convidado a invadir os lares, o tempo de lazer e o tempo em família. Que fique claro - não sou contra a tecnologia, e desfruto de suas benéfices,  mas tenho estudado e observado a falta de maturidade  com que lidamos com essa ferramenta.
Há ainda o perigo da pornografia que está ali no seu próprio quarto,  ou através da amizades que muitas vezes iniciam-se despretenciosamente, mas acabam por revelar a  intenção da perversidade sexual embutida,  e com isso as famílias passam por correr riscos Isso pode começar por uma “simples amizade” num site de relacionamento.  A pergunta que faça neste momento é –O que leva uma pessoa a buscar amizades na rede?  Pasmem, mas a pornografia  tem viciado mais do que o crack! Um estudo do Senado Americano  do  Comite de Ciência e Tecnologia, segundo  Mary Anne Layden, co-diretora do programa de  Psicopatologia e Traumas Sexuais da Universidade  da Pensilvânia,  diz que a pornografia é o maior perigo para a saúde psicológica das pessoas.
Segundo estudos feitos em  de 2002, nesta época existiam cerca de 400.000 sites pornográficos e cerca de 70 milhões de pessoas acessavam  pelo menos um site pornográfico por semana.  Estudos realizados pelo Professor Richard Drake da Universidade Brigham Young nos EUA, nos relatam que a pornografia pode causar danos com efeitos similares ao da cocaína, produzido dependência e disturbios mentais.
Estudos realizados nos EUA nos alertam que cerca de 40% dos cristãos são afetados pela pornografia, ou tem acesso a ela. A revista americana Leadership fez uma pesquisa com pastores americanos,  e constatou que aqueles que gastavam mais tempo na internet eram provavelmente  os que acessariam sites pornografico.
Paulo, apóstolo,  nos ensina a não nos deixarmos dominar por coisa alguma, e neste caso, o computador, não pode nos dominar, o ideal é que nos disciplinemos, já que isso acaba afetando nossos relacionamentos em casa, evidentemente o computador pode e deve ser usado, mas é preciso ter cuidado no tempo gasto diante dele.
Pensando nesta mudança na sociedade, não podemos subestimar  o poder de sedução  da internet. Se antes os pais interagiam com os filhos, a televisão tirou  este tempo onde todos pelo menos estavam juntos.  O computador acaba muitas vezes contribuindo para a redução da interação familiar. Durante o dia e noite interagimos com outros via e-mails, orkut, facebook, msn e  outros,  e acabamos  não nos relacionando pessoalmente com nossos familiares.
Penso que a internet tem mudado alguns paradigmas em nossa sociedade, a começar em  nossas prioridades de tempo, para  que o  importante se torne urgente, aliás, tudo se torne urgente – Você sabe o quanto é cobrado pelos retornos imediatosde e-mails; se há confirmação de leitura então, nem se fale. Quero dizer que o urgente são nossas famílias, nossos filhos, esposas, a base de nossa sociedade! O que Deus instituiu como ponto de partida para uma vida frutifera e prospera.
Diante de tudo isso,  em  minha realidade pastoral e clínica,   já aconselhei casais que  passavam por crises em seus relacionamento em virtude do tempo dispendido  diante do computador, pois o computador pode ser uma fuga; é melhor se relacionar com várias pessoas virtualmente  do que encarar os problemas do dia-a-dia.
Concluo  refletindo em algumas ações práticas - examinar a verdadeira motivação do tempo dispendido na internet - Será que não é uma fuga do diálogo de nossa cotidianeidade?
Será que não seria interessante pensarmos no próprio relacionamento conjugal? O que temos buscado? Qual é o tipo de relacionamento que me tem me satisfeito? Qual o que de fato me satisfaz? Principalmente, para que haja crescimento no relacionamento é preciso estabelecer.
Uma questão prática está na 5 linguagens do amor de Gary Chapman, que se cada casal buscar entender a linguagem do amor do outro , com certeza o relacionamento vai melhorar:
1-      Palavras de afirmação: Elogios e estímulo verbal de suas características.
2-      Presentes: Presentes são provas físicas e visíveis de consideração e carinho.
3-      Atos de Serviço: Fazer algo pela pessoa.
4-      Tempo de Qualidade: Dirigir-lhe a atenção
5-      Toque Físico: Abraço, beijo e toque
Saiba usar o computador, mas não se esqueça de se relacionar, e com qualidade com seu cônjuge.
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Nelson Domingues, Missionário Oikos em São Paulo, pastor batista, psicólogo clínico, casado com Helia Domingues educadora, tendo 2 filhos Priscilla de 9 anos e Nathan de 5 anos, membro da Igreja Batista do Morumbi em São Paulo

Contatos: 
nelsondomingues@clickfamilia.org.br


Fonte: www.clickfamilia.org.br

Casamento: Para Onde Foi o Amor?

Casamento: Para Onde Foi o Amor?
Pastor Eli Fernandes de Oliveira
Talvez não tenha havido, na história da humanidade, um período em que se falasse tanto de amor, como o atual. Os “hippies”, com dois dedos levantados em forma de “V”, pregaram “paz e amor”. Através do rádio ou da televisão, dos jornais, revistas ou cartazes, deduzimos, sem muito esforço, que amor é um produto de consumo.

Porque a estrutura social do homem é baseada em famílias, não pode haver sociedade humana sem que haja família. Estas são as primeiras a perder a idéia clara, objetiva do que é o amor e, conseqüentemente, não tê-lo na qualidade de sua determinação essencial. Nessa base, cônjuges colocam o rótulo de amor naquilo que é o seu maior inimigo: o egoísmo, ou seja, o uso das pessoas para satisfação do amor próprio.

Amor, muito mais que a idéia de sentimento, é doação. Dar de si mesmo a outrem. Amor é uma atitude demonstrada em algo que acontece de modo tangível. Em outras palavras, ninguém ama abstratamente. Notemos os exemplos bíblicos: “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”; “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho...”; “Ele me amou e a si mesmo se entregou por mim”. Por isso, o amor é primeiramente uma doação, uma entrega de alguém a outra pessoa. Tem que ser tratado, regado, cultivado. É onde me preocupo com o bem estar da pessoa amada, ajudando-a no que puder, planejando juntos a vida, na firme determinação de fazer tudo o que estiver ao meu alcance, pela felicidade dela.
O casal deve relacionar-se mutuamente na base do amor. Para Hegel, “o amor matrimonial significa, a consciência de minha unidade com o outro e do outro comigo”.

“ No amor, eu conquisto minha autoconsciência unicamente como renúncia do meu ser para mim mesmo, minha individualidade, e conheço-me na unidade de mim mesmo para com o outro e do outro para comigo”. A união nesse alto nível, como expressa Lacey no livro “Casamento na Igreja e no Estado”, “é uma conjunção de duas vidas para viverem como se fossem uma”.
É tão parte integrante da ordem natural das coisas que Voltaire ousou dizer que se não houvesse amor assim no casamento, ele “seria inventado”.

Como é possível manter esta relação de amor no casamento? É preciso apropriar-se de um recurso que é descrito na Bíblia como Deus mesmo. Ele é amor e provou este amor para com os homens por meio da morte de seu Filho.

A família é um reflexo do amor de Deus, onde as partes não são, cada qual, fim para si mesmo, mas a vida em amor com o outro. No amor está estabelecido o marco de referência que não somente modela o padrão de relacionamento do casal, mas por sua vez, permite seu crescimento.

Sem a CONSCIÊNCIA de Deus e essa autoconsciência, não haverá compreensão do que venha a ser “dois sendo uma só pessoa”, nem solidariedade de matrimonial.
Sem Deus, instituidor do casamento, expressão máxima do amor, e sem o outro, cuja unidade com ele é imperativo divino, o ser humano restringir-se-á a uma pessoa privada, independente para si mesmo, na sua individualidade egoísta, alguém deficiente e incompleto.



Estética Conjugal


Utilizando de algumas ideias muito comuns à estética facial, o apóstolo Paulo nos
Pr. Walmir Vatgas
A missão sacerdotal do pai de família, nossa ênfase nesse mês da família, não se restringe apenas aos filhos, mas inclui a esposa. Com relação aos filhos, essa missão pode ser resumida no que Paulo diz em Aos Efésios 6.4: “Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor”. Com relação à esposa, diz também o apóstolo, citando como exemplo o jeito de Jesus tratar sua igreja: “Maridos, amem cada um sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra” (Ef 6.25). A dedicação de Jesus à igreja foi sacrificial, sua ministração foi purificadora e santificadora, seu método foi o ensino da Palavra, tudo resumido em um só vocábulo: amor. A missão sacerdotal do marido em relação a sua esposa traz o amor como síntese de suas ações. O resultado desse tratamento amoroso é “estético”: “para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável” (Ef 5.27).

Trata-se, pois, de uma estética espiritual, um tratamento de beleza nada convencional, porque não é maquiagem ou plástica efetuadas para mascarar os traços fisionômicos reais, marcas dos anos que nossa natureza adâmica nos imprimiu. Esse tratamento é Divino, capaz de deixar nossa esposa belíssima, conforme os padrões de beleza instituídos pelo Senhor, capaz de eliminar as rugas e as manchas morais e espirituais da culpa do pecado e da vida dessemelhante a Jesus. E qual é o produto que opera esta maravilha? A Palavra de Deus. E quem é o esteticista detentor de tamanha habilidade? O marido, agente do Espírito Santo, devidamente preparado para exercer o sacerdócio conjugal.

Não podemos entrar numa instituição Divina, como o matrimônio, manipulando-a com as ferramentas humanas sujeitas aos interesses particulares, às contingências e defeitos de nossa natureza. O casamento, instituído por Deus para nossa felicidade, não é qualquer ajuntamento, senão aquele que, por ser “no Senhor”, é construído com as ferramentas e o material que Deus disponibilizou e que estão revelados em sua Palavra. Essas instrumentações e conteúdos, estão disponíveis ao sacerdote do lar, para que sejam manuseados no tratamento de sua esposa, a pessoa que Deus colocou para estar ao seu lado, cuja beleza será para o marido e para o Senhor uma grande satisfação: “para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mancha nem ruga...Da mesma forma os maridos devem amar, cada um, a sua mulher” (Ef 5.26-28). Se Adão tivesse sido sacerdote de Eva, o pecado não teria entrado no mundo e contaminado seus descendentes. Cabe, pois, ao marido ser agora semelhante a Jesus, no tratamento sacerdotal à sua mulher e seus filhos. Olhemos como Jesus ministra “esteticamente” sua igreja e façamos o mesmo com nossa querida esposa.